‌‌Saiba tudo sobre depressão e ansiedade

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Mulher deprimida sentada no chão da sala de casa

O que é depressão e ansiedade


Os especialistas em saúde dizem que a depressão e a ansiedade são as doenças do século XXI, com certeza você já deve ter ouvido falar nelas antes, conhecer alguém que já teve ou você mesmo pode ter ou já ter tido.
Geralmente, as duas doenças estão associadas, porém elas possuem causas, sintomas e tratamentos bem diferentes.
Antes de começar gostaríamos que você soubesse que depressão e ansiedade são dois temas  bem importantes, visto que segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) mais de 300 milhões de pessoas vivem diariamente com depressão em todo o planeta, sendo que no Brasil, mais de 12 milhões de pessoas foram diagnosticadas com a doença, ou seja, sem contar com os casos sem diagnóstico.
Já em 2017, 18,6 milhões de brasileiros tinham ansiedade e, principalmente agora com a pandemia e o isolamento social, a situação da saúde mental dos brasileiros piorou de maneira acentuada.
Logo, fique ligado no assunto de hoje, pois a depressão e ansiedade são doenças distintas e, portanto, precisam de um acompanhamento profissional adequado!
Além disso, ao tentar entender um pouco mais sobre os sintomas, conseguimos ser mais empáticos para ouvir os demais e até mesmo ajudá-los a procurar ajuda. Vamos aprender?

Depressão


A depressão trata-se de um transtorno mental crônico e ao contrário do senso comum, ela não é uma doença que surgiu nesse século ou na contemporaneidade, pelo contrário, a depressão existe há séculos.
Ela está relacionada com manifestações físicas, que podem causar várias alterações químicas cerebrais, com condições psíquicas e psiquiátricas, desequilíbrios metabólicos ou hormonais, ambientes de competição constante, estresse constante, ausência de afeto, traumas da vida (como luto, desemprego, morte de pessoas próximas, doenças), dificuldades financeiras e familiares, além de fatores genéticos que também podem aumentar a predisposição à doença. 
É muito importante esclarecer que a depressão não é uma “frescura” e nem “falta de Deus”, pois para muitas pessoas é difícil até chamar de doença quando não temos nenhuma evidência física, exames que ajudem a diagnosticar ou causas específicas.
Dessa forma, podemos dizer que a depressão é resultado de uma interação complexa entre fatores sociais, psicológicos e biológicos. Fazendo uma analogia com uma balança, imagine que todas as áreas de sua vida fazem parte dos pesos, logo, quando há algum tipo de desequilíbrio em alguma delas, a balança tende para um lado, assim é a depressão, quando os pesos da balança estão descompensados, ou seja, sem harmonia entre si.
De maneira geral, os sintomas mais comuns da depressão são:

  • Presença constante de pensamentos negativo em relação a si mesmo e ao mundo ao redor; 
  • Sentimentos de culpa, ressentimento e remorso;
  • Sensação de inutilidade e até mesmo perda da vontade de trabalhar;
  • Baixa auto-estima com sensação de inferioridade e de insuficiência
  • Tristeza;
  • Diminuição do prazer e do ânimo para atividades cotidianas como trabalhar, comer, andar e tomar banho.

É importante também que não se confunda a depressão com a tristeza. Enquanto a depressão é um fenômeno constante e duradoura, para a pessoa depressiva, tudo é mais difícil, incômodo e envolve sofrimento. Já a tristeza é uma emoção passageira.
Você conhece alguém que mostra os sintomas da lista há mais de duas semanas? Se sim, fique atento, pois é possível ele(a) esteja deprimido(a).

Ansiedade


A ansiedade é resultado de um mecanismo fisiológico do nosso corpo diante de situações que exigem mais da nossa atenção ou que temos que empregar mais energia. Biologicamente, a ansiedade é algo bom, pois nos deixa “preparados” em estados de alerta para os fatos que estão prestes a acontecer.
Isso ocorre graças  à ativação do sistema nervoso simpático, uma parte do nosso sistema neurológico que é responsável pelo estado de alerta. Isso pode ser visto quando, por exemplo, suamos muito nas mãos, sentimos frio na barriga quando saímos com alguém que temos interesse, perdemos a fome quando estamos tensos, temos medo de tirar nota baixa na prova ou de fazer algo pela primeira vez.
Entretanto, o problema disso tudo é quando esse mecanismo está super ativado, aí sim, a ansiedade deixa de ser algo fisiológico e se torna uma doença. Ou seja, quando há um desequilíbrio entre a emoção e o corpo, a ansiedade passa a ser prejudicial ao indivíduo. Geralmente, ela se manifesta pelos seguintes sintomas:

  • Preocupação excessiva, tensões ou medos exagerados;
  • Sensação contínua de que algo ruim vai acontecer;
  • Medo extremo de algum objeto ou situação;
  • Medo exagerado de ser humilhado publicamente;
  • Falta de controle sobre os pensamentos ou atitudes;
  • Pavor depois de uma situação muito difícil;
  • Palpitações cardíacas e aceleração do batimento do coração;
  • Dor no peito;
  • Insônia ou dificuldade para dormir

Além disso, quem sofre com o transtorno de ansiedade têm muita dificuldade para realizar tarefas específicas, como falar em público.
Diante da perspectiva de ter que fazer algo assim, o coração dispara, o corpo treme e a respiração fica irregular. Por isso, é muito comum que em crises de ansiedade, algumas pessoas acabam indo ao serviço de emergência médica achando que estão infartando pelo fato do aumento do batimento cardíaco.
A ansiedade pode ser tão forte que chega a incapacitar a pessoa de fazer suas tarefas cotidianas, o que prejudica sua vida em todos os sentidos, como em fazer amigos, dormir bem, estudar com disciplina, entre outros.

Diferença entre ansiedade e depressão


Certamente, um ansioso também pode ser depressivo e vice-versa. Entretanto, é importante salientar que as duas condições são diferentes, mesmo que possam estar interligadas.
Desse modo, fazer o diagnóstico correto é fundamental para elaborar uma forma de tratamento adequada, lembrando que durante a fase do diagnóstico é necessário que a história do indivíduo seja levada em consideração, seja no quesito das experiências do passado, seus anseios, ambientes e mundo em que vive, além de sua estrutura familiar. 
Sendo assim, a psicoterapia é uma das formas de tratamento mais indicadas, além do uso de medicamento em algumas horas, sendo que os depressivos estatisticamente são mais propensos a fazerem o uso de remédios do que os ansiosos.
Mesmo assim, não pense que a ansiedade e a depressão são coisas cuja cura é rápida ou imediata. O tratamento até atingir o resultado desejado requer tempo, dedicação e paciência, além de empatia com aqueles que buscam melhoria.
Muitas vezes, achamos que isso tudo pode ser apenas um momento passageiro que a pessoa está passando, porém nós, como seres humanos, devemos dar o nosso apoio a aqueles que sofrem desses transtornos, ainda mais nos tempos atuais, em que vivemos cada vez mais egoístas, sem olhar para o próximo.

Como podemos tratar a depressão


Primeiramente, para tratar a depressão é preciso que o indivíduo reconheça que ele necessita de ajuda profissional para que este o ajuda a lidar com a doença, pois assim, o profissional capacitado irá indicar a melhor forma de tratamento para o paciente, a fim de que ele volte a ter um bom estado mental e melhore sua qualidade de vida.
Além dos remédios específicos, algumas atividades saudáveis facilitam o tratamento e ajudam a melhorar os sintomas da depressão como:

  • ir à academia
  • ter uma alimentação saudável
  • sair com os amigos
  • organizar os ambientes da casa
  • conversar com as pessoas
  • fazer meditação
  • dançar e brincar
  • ler 

Quanto aos medicamentos, eles são prescritos pelos médicos psiquiatras, e podem ser do tipo ansiolíticos e antidepressivos, sendo que cada um tem seu papel específico e possui série de efeitos diferentes, mas a aplicação mais comum é o controle das taxas de neurotransmissores em nosso sistema nervoso central.
Os ansiolíticos agem nos neurotransmissores relacionados aos estados de ansiedade, agressividade, impulsividade, possuem certo efeito calmante. Já os antidepressivos agem regulando os hormônios de prazer e bem-estar em nosso corpo, que no quadro de depressão estão baixos , de forma a aumentar a sua quantidade, assim como regular as alternâncias de humor típicas da depressão.

Como podemos tratar a ansiedade


Já mencionamos que para tratar a ansiedade, podemos usar remédios e indicar a realização de psicoterapia com profissionais capacitados como os psicólogos e psiquiatras.
Além disso, também existem outras formas de tratar a doença como praticar atividade física, uma vez que isso libera hormônios no nosso cérebro como serotonina, adrenalina e dopamina, o que ajuda o corpo a relaxar e a reduzir o estresse, controlar a respiração contando de 1 até 10, evitar pensamentos negativos, entre outros. 

Depressão e ansiedade em crianças e adolescentes


Muitas crianças e jovens sofrem com ansiedade ou depressão e é muito difícil identificar os sintomas nessa idade, por isso é necessário prestar muita atenção nos sinais que os jovens dão. Podem ser causados por problemas familiares, bullying nas escolas e até mesmo por responsabilidade que carregam desproporcional com a idade deles.
No Brasil, estima-se que mais de 8 milhões de crianças sofram com depressão ou ansiedade e recentemente no Espírito Santo, um aluno autista foi parar em uma Unidade de Pronto Atendimento após tentar se suicidar após diversas práticas de bullying dos seus amigos.

Depressão e ansiedade nas escolas


Muitos alunos não conseguem se sentir seguros quando vão para a escola, principalmente os que sofrem com depressão e ansiedade, isso se da por diversos fatores. No entanto as escolas tem o dever de proteger os seus alunos a todo custo, por isso tem sido um uma prioridade falar sobre esses transtornos que afetam milhares de crianças no Brasil.
O Setembro Amarelo é o mês da prevenção ao suicidio no Brasil e as escolas têm participação mais que especial, em incentivar os seus alunos a procurarem ajuda caso eles estejam passando por algum problema. O governo do Amazonas realizou várias ações educativas pelo Estado, que abordaram temas como o bullying, violência doméstica, depressão e ansiedade, sempre visando prevenir a saúde mental dos alunos.

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